XXIII Encontro Ecumênico do Regional Sul 1

Pe. Rene José de Sousa (Diocese de São Carlos- Paróquia Senhor Bom Jesus – Mineiros do Tietê, SP) Aconteceu nos

Pe. Rene José de Sousa (Diocese de São Carlos- Paróquia Senhor Bom Jesus – Mineiros do Tietê, SP)

Aconteceu nos dias 21, 22 e 23 de setembro no Centro de Convivência Mãe do Bom Conselho, em Jundiaí – SP, o XXIII Encontro Ecumênico do Regional Sul 1.  Onde se aprofundou a temática da formação ecumênica numa perspectiva bíblica, teológica, normativa e espiritual. Tendo como palestrantes o Pastor Fernando Bortolleto Filho (Igreja Presbiteriana Independente), Pe. Dr. Marcus Barbosa Guimarães (Diocese de Nova Iguaçu, RJ e assessor do Grupo de Reflexão para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da CNBB), Côn. José Bizon (Assessor Eclesiástico Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso e diretor da Casa da Reconciliação, entidade da Arquidiocese de São Paulo, que é ponto de referência para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso na cidade) e contamos com a presença do Cardeal de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer que nos incentivou a perseverarmos na caminhada ecumênica.

Pastor Fernando Bortolleto Filho, trabalhou os fundamentos bíblicos do ecumenismo, perpassando pela definição do mesmo, afirmou que ecumenismo é uma questão de conversão do coração na busca pela unidade e por isso, é necessário abertura ao outro. Ressaltou a positividade das expressões de fé não serem iguais, pois, nenhuma dá conta da grandiosidade do mistério divino.

A fundamentação teológica, ficou sob a responsabilidade do Pe. Dr. Marcus Barbosa Guimarães, no qual afirmou que a vontade de Deus é a unidade do Corpo de Cristo (unidade do gênero humano), e por isso é necessário derrubar o muro da divisão, pois este é um problema gravíssimo e compromete o anúncio do Evangelho. Em Cristo não pode haver separação. Ainda ressaltou que, atualmente fala-se muito em diálogo, mas, o que existe muitas vezes é somente verborragia. Muito espetáculo, excesso de palavras, ausência de verdade e assim o diálogo não floresce.

No que tange a normativa e a espiritualidade, Pe. José Bizon, ressaltou que, a comunhão com Deus não é divorciada da comunhão com o próximo, e por isso, ao aproximarmo-nos do Senhor, automaticamente nos achegamos também do nosso semelhante. Por isso, a fé em Cristo Jesus nos compromete uns com os outros.

O encontro ecumênico reuniu em torno de 60 pessoas entre católicos, luteranos e presbiterianos independentes. Foi um momento fraterno, onde pudemos conviver com irmãs e irmãos de outras confissões cristãs. Um tempo de graça e aprofundamento e que a partir do sopro vivificante do Espírito Santo, possamos cada vez mais rezar e promover a unidade entre os cristãos, superando aqueles pequenos grandes muros que nos separam no cotidiano, pois, como afirma o teólogo Otto Karrer, “tudo o que nós fizermos, no amor, mesmo sem conseguirmos abolir as divergências, significa a eliminação de obstáculos espirituais opostos à união será uma contribuição para o futuro do reino de Deus”. Confiemos no Senhor, pois Ele está no meio de nós e nos toma pela mão nesta caminhada em construção da unidade.

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