Sexta-feira Santa é dia de doação à Coleta da Terra Santa, sinal concreto pela paz

(Vatican News) O Custódio da Terra Santa, Pe. Francesco Ielpo, pode ter tido o acesso negado à Igreja do Santo

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O Custódio da Terra Santa, Pe. Francesco Ielpo, pode ter tido o acesso negado à Igreja do Santo Sepolcro no Domingo de Ramos junto ao Patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, mas não à esperança que todo ano também vem através de um gesto antigo e profundamente eclesial: a coleta da próxima Sexta-feira Santa, 3 de abril. Com o título “Dê esperança, semeie a paz”, a iniciativa representa um sinal concreto de comunhão com os cristãos que vivem nos lugares onde o Evangelho se encarnou, e não apenas uma coleta de ofertas. O apelo, então, de Pe. Ielpo:

“Na Sexta-feira Santa, enquanto contemplamos o Crucificado, pedimos que se lembrem, em oração e na caridade concreta, daqueles que continuam a testemunhar o Evangelho nos lugares da nossa redenção. A proximidade de vocês, queridos irmãos e irmãs, é um sinal concreto de esperança e de paz.”

Como ajudar a Terra Santa?

A Igreja colocou à disposição de todos um instrumento, a Coleta da Sexta-feira Santa, dia que recorda a Paixão do Senhor, para ajudar concretamente as pessoas e suas vidas nos lugares santos. A iniciativa surgiu por vontade de um Papa, São Paulo VI, que na exortação apostólica Nobis in Animo, de março de 1974, a propôs ao episcopado, ao clero e aos fiéis de todo o mundo. A Coleta foi instituída com o intuito de fortalecer o vínculo entre os cristãos de todo o mundo e os lugares santos e é uma das coletas oficiais da Igreja Católica.

O que é a Coleta da Sexta-feira Santa?

A iniciativa representa a principal fonte de recursos para sustentar as atividades e a vida em torno dos lugares santos. As ofertas recolhidas pelas comunidades paroquiais e pelos bispos de todo o mundo são transferidas, por meio dos frades franciscanos Comissários da Terra Santa, para a Custódia da Terra Santa. Esses fundos são utilizados para preservar os locais sagrados e para apoiar as comunidades cristãs locais, frequentemente definidas como as «pedras vivas» desta região.

Com as ofertas da coleta é possível ajudar: 630 moradias para famílias carentes; 15 escolas com 12 mil alunos; 1.100 empregos; 270 missionários; 55 santuários; 6 casas de peregrinos; 5 casas para doentes e órfãos; 3 institutos acadêmicos: é a Custódia da Terra Santa. Os territórios que se beneficiam, de diversas formas, do apoio proveniente da coleta, são os seguintes: Jerusalém, Palestina, Israel, Jordânia, Chipre, Síria, Líbano, Egito, Etiópia, Eritreia, Turquia, Irã e Iraque.

O que significa doar na Coleta da Sexta-feira Santa?

Não se trata apenas de assistência, embora haja uma grande necessidade dela. No entanto, não basta apenas enfrentar a emergência: é preciso semear para o futuro, e isso só é possível com um propósito educativo.

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