Diocese nov 13, 2018

Roda de conversa sobre Intolerância Religiosa

Roda de conversa sobre Intolerância Religiosa

Com informações do Padre Rene José

 

Aconteceu no dia 07/11 as 19h30, no Senac de Jaú uma roda de conversa sobre Intolerância Religiosa, com a presença do Pe. Rene José, Yalorisa Lúcia, o Pastor Isaac e Gustavo ( Espírita Kardecista) onde puderam refletir sobre a violência religiosa no Brasil.

Em sua fala, Pe. Rene destacou que Constituição Federal, no artigo 5º, § VI, afirma ser “inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”.

 

Essa lei deveria trazer tranquilidade aos adeptos das diversas tradições religiosas, mas não é o que se percebe diante da espiral da violência. Pois, templos estão sendo cada vez mais invadidos e profanados e a liberdade religiosa cerceada em todas as suas formas de se apresentar. Segundo o site de notícias Estadão, em 2017 foram 169 casos, sendo que os maiores casos foram 35 no Estado de São Paulo, 33 no Estado do Rio de Janeiro e 14 em Minas Gerais. Esses são os casos denunciados, mas há aqueles que não procuraram as autoridades para registrar boletim de ocorrência por medo de coerção por parte dos agressores, logo, os números estatísticos sobem assustadoramente.

A Igreja Católica por meio de seus documentos, em especial a declaração DIGNITATIS HUMANAE, sobre a liberdade religiosa no parágrafo 2 diz que “a pessoa humana tem direito à liberdade religiosa. Esta liberdade consiste no seguinte: todos os seres humanos devem estar livres de coação, quer por parte dos indivíduos, quer dos grupos sociais ou qualquer autoridade humana; e de tal modo que, em matéria religiosa, ninguém seja forçado a agir contra a própria consciência, nem impedido de proceder segundo a mesma, em privado e em público, só ou associado com outros, dentro dos devidos limites.

 

Este direito da pessoa humana à liberdade religiosa na ordem jurídica da sociedade deve ser de tal modo reconhecido que se torne um direito civil”. A Igreja Católica é contra toda e qualquer forma de violência, em especial, no que tange nossa mesa, a violência religiosa. Pois, esta, vai contra o mandamento do amor expresso em João 13,34: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei: amai-vos assim uns aos outros”.

 

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