Papa: o amor de Jesus é gratuito, não se compra nem se mendiga

(Thulio Fonseca – Vatican News) Dando continuidade ao caminho de reflexões para o Jubileu 2025 com o tema “Jesus Cristo,

(Thulio Fonseca – Vatican News)

Dando continuidade ao caminho de reflexões para o Jubileu 2025 com o tema “Jesus Cristo, nossa Esperança”, o Papa dedicou sua catequese semanal a um encontro marcante do Evangelho: o de Jesus com o jovem rico, tal como narrado em Marcos 10,17-22.

Francisco, no texto publicado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, abordou o drama de quem, mesmo tendo uma vida moralmente correta, sente que algo ainda falta. “Este homem — sublinha o Papa — desde jovem observava os mandamentos, mas ainda não havia encontrado o sentido profundo da vida. Ele carrega dentro de si uma inquietação, uma sede, uma carência que não se resolve apenas com o cumprimento da Lei.”

Jesus vê o coração

O Evangelho apresenta este homem como alguém que corre ao encontro de Jesus, se ajoelha e pergunta: “Bom Mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?”. A pergunta revela uma lógica de mérito: como se a salvação fosse uma conquista, um prêmio por boa conduta. “Mas Jesus — explica o Pontífice — vai além da pergunta. Ele não se limita a escutar palavras, Ele olha o coração.”

O verbo usado por Marcos é expressivo: “fitando o olhar, sentiu afeição por ele”. Jesus vê além das aparências, vê a fragilidade e, ao mesmo tempo, o desejo profundo de ser amado:

“Somos verdadeiramente felizes quando nos damos conta de que somos amados assim, gratuitamente, pela graça. E isto vale também nas relações entre nós: enquanto procurarmos comprar o amor ou mendigar o afeto, essas relações nunca nos farão sentir felizes.”

A proposta de uma vida nova

Jesus propõe ao jovem algo radical: “Vai, vende tudo o que tens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me”. Trata-se de um convite à liberdade interior, a desatar os nós que nos prendem ao porto da autossuficiência. “A imagem do navio é iluminadora: podemos ter uma embarcação perfeita, mas se os lastros não forem puxados, ela nunca partirá”, comentou o Papa. “Assim acontece conosco: pensamos que estamos bem, mas algo nos impede de avançar. E por vezes, o que julgamos ser uma segurança, é apenas um peso.”

Jesus não chama o jovem à solidão, mas à relação. O seguimento de Cristo é um convite a viver em comunhão, a sair do anonimato. “Na cultura do individualismo em que vivemos, corremos o risco de perder até mesmo o som do nosso nome. Só em uma relação de amor gratuito é que escutamos alguém nos chamar, e então sabemos quem somos.”

Acolher o amor de Deus

O jovem, porém, se afasta triste. “É a tristeza de quem não consegue desapegar-se, de quem permanece preso às suas seguranças”, lamenta o Papa. “Quantas vezes confundimos riquezas com felicidade, e nos esquecemos que o amor não se compra, não se exige: o amor se acolhe.”

O Santo Padre concluiu convidando a todos a confiar ao Coração de Jesus as pessoas que se sentem tristes, indecisas, bloqueadas em suas escolhas. “Peçamos que cada um possa sentir o olhar de Jesus, cheio de ternura, que nos ama assim como somos e nos chama a levantar âncora, a largar o porto e a navegar para o largo da esperança.”

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