Sidney Prado out 15, 2020

Novo estatuto: encerrado ciclo de sensibilização das presidências dos blocos regionais

Novo estatuto: encerrado ciclo de sensibilização das presidências dos blocos regionais

Os regionais da CNBB foram divididos em blocos para discussão do Estatuto

Dando sequência ao processo de construção de um novo estatuto da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aconteceu no dia 30 de setembro, o encerramento de um dos ciclos de trabalho, dentro da primeira etapa do processo de renovação. Tal ciclo diz respeito à sensibilização das presidências dos blocos regionais.

O momento foi realizado em seis encontros e favoreceu o estudo do material elaborado para orientar a construção do texto. O documento já havia sido encaminhado, em julho, aos bispos com tópicos para a reflexão a partir das principais ideias que norteiam a construção do novo estatuto, como “Uma Igreja cada vez mais sinodal”, “Uma Igreja cada vez mais missionária” e aspectos prioritários para desempenhar a missão da Igreja, com destaque para a formação integral, a gestão pastoral e comunicação e diálogo estratégicos com a sociedade.

Segundo o subsecretário adjunto de pastoral da CNBB, padre Marcus Barbosa, os encontros dos blocos regionais ajudaram a conhecer o subsídio enviado aos bispos e o processo de construção do novo Estatuto da CNBB. Ainda de acordo com ele, os encontros também contribuíram para esclarecer e conversar sobre os dois eixos (Sinodalidade e Missão) e os três aspectos prioritários (Formação Integral, Gestão Pastoral e Comunicação e Diálogo estratégico com a Sociedade) que “são bases teológico-pastorais nesse caminho de construção do Novo Estatuto”.

“Foram reuniões para estabelecer procedimentos e oferecer orientações práticas para nosso trabalho”, salientou padre Marcus.

As seis reuniões, divididas em blocos regionais, aconteceram nas seguintes datas: Nordeste (18/09); Leste (24/09); Sul A (25/09); Sul B (28/09); Norte (28/09) e CO (30/09).

Outro Ciclo

Ainda na perspectiva da construção do novo estatuto, iniciou-se, 1º de outubro, um outro ciclo de trabalho também inserido na primeira etapa do processo. Neste serão promovidos onze webinários: seis para tratar das motivações para a construção de um novo estatuto para a conferência; e cinco para tratar dos eixos sinodalidade e missão, formação integral, comunicação e diálogo estratégico com a sociedade.

“Depois de termos feito a sensibilização junto aos presidentes dos regionais, estamos iniciando hoje um outro ciclo dentro da primeira etapa. Neste novo ciclo, aprofundaremos referenciais teóricos que subsidiarão a análise crítica do trabalho jurídico que será feito pelos canonistas, a partir das respostas vindas das diversas regiões do país”, afirmou o padre Danilo Pinto, assessor do Setor Universidades e Bens Culturais da Comissão Episcopal Pastoral para Cultura e Educação da entidade.

A primeira live aconteceu, 1º de outubro, com o tema “CNBB –Um novo estatuto, sinodalidade e missionariedade”. Para este debate estiveram presentes o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, o bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral da entidade, dom Joel Portella Amado, o arcebispo de Montes Claros (MG) e presidente da Comissão Episcopal para Cultura e Educação da CNBB, dom João Justino de Medeiros e o bispo de São Carlos e referencial para o Setor Universidades da conferência, dom Paulo Cezar.

A programação e o conteúdo foram propostos pelo Setor de Análise de Conjuntura Eclesial da CNBB, presidido pelo bispo de São Carlos (SP) e referencial para o Setor Universidades da CNBB e para o Instituto Nacional de Pastoral Alberto Antoniazzi (INAPAZ), dom Paulo Cezar. O assessor do Setor Universidades e Bens Culturais da Comissão Episcopal Pastoral para Cultura e Educação da entidade, padre Danilo Pinto dos Santos, colabora na organização dos webinários.

O Estatuto e o objetivo e caminho da primeira etapa

O novo Estatuto deverá refletir uma Igreja que reconhece a necessidade ser sinodal e missionária, sabendo que essas duas características não se excluem nem se sobrepõem, mas se completam indispensavelmente. Num mundo cada vez mais plural, em que a pessoa e a mensagem de Jesus Cristo necessitam ser incansavelmente anunciadas, torna-se indispensável que a Igreja acolha em suas estruturas as diversas realidades, pois a missão exige a sinodalidade.

Num mundo cada vez mais polarizado, onde as diferenças, além de nem sempre serem valorizadas, correm o risco de se tornar inimizades, a contínua busca de um caminhar em comum em meio às diferenças torna-se condição para o testemunho missionário. A missão exige a sinodalidade. Por isso, nesta primeira etapa, será refletido e aprofundado o sentido de sinodalidade e o perfil da missão evangelizadora nos dias atuais.

Da redação do Regional Sul 1, Com informações do site da CNBB

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