Conheça a história do padroeiro São Carlos Borromeu
Nesta segunda – feira (4), São Carlos comemora 162 anos de história. Em homenagem, o portal ACidade ON apresenta algumas curiosidades. Nesta reportagem, conheça a história de São Carlos Borromeu, que originou o nome do município.
Carlos Borromeu nasceu em 2 de outubro de 1538, em Arona, na Itália. Era filho do Conde Gilberto Borromeo e de Margherita de Medici, irmã do Papa Pio IV (1559-1565), do qual era sobrinho.
Formado em Direito, aos 22 anos foi nomeado cardeal pelo tio. Seu irmão Frederico Borromeu, que cuidava dos bens da família, morre dois anos após a nomeação, quando Carlos é chamado para substituir seu irmão e cuidar dos negócios.
“Eu diria que aquele momento foi a grande conversão da vida de São Carlos, neste momento ele deveria decidir entre a vida eclesiástica ou então continuar dirigindo a família e continuar levando adiante a gestão dos bens da família, então ele toma a decisão de ser padre”, conta Dom Paulo Cézar Costa, bispo da Diocese de São Carlos.
Em 1563 ele é ordenado Arcebispo de Milão, onde inicia sua história com a cidade e começa a se tornar reconhecido por morar em sua diocese e visitar seu povo.
Um dos episódios que marcaram a vida de santidade do até estão Arcebispo Carlos Borromeu foi a grande peste de Milão, conhecida como Peste Italiana e que resultou na morte de cerca de 60 mil pessoas, segundo dados históricos.
Carlos também era conhecido por organizar celebrações públicas de forma que as pessoas, mesmo sem presenciar, pudessem participar de suas janelas. Ele também se tornou o primeiro bispo a fundar seminários para a formação dos futuros padres, além de ter grande influência no caminho que a igreja católica seguiu.
O arcebispo morreu em 1584, deixando em seu testamento todos os bens para um hospital local que cuidava dos pobres e doentes. Foi beatificado em 16 de setembro de 1602, por Papa Clemente VIII e canonizado e, 1º de novembro de 610, por Papa Paulo V.
“Nós conhecemos São Carlos como um homem de uma profunda caridade e de profundas iniciativas no sentido de que seu povo tivesse a esperança, a força da fé e o sustento da fé para viver qualquer momento. Um homem muito penitente, de uma profunda oração e amor pela eucaristia”, concluiu Dom Paulo Cézar Costa.