A segunda estação

Talvez o prezado leitor, numa intuição apressada, já tenha associado o termo a uma Via-Sacra. É, na verdade, a segunda

Talvez  o prezado leitor, numa intuição apressada, já tenha associado o termo  a uma Via-Sacra. É, na verdade, a segunda estação de uma via-sacra, associada àquele que é “o Caminho”, Jesus,  mas não se trata de uma via dolorosa. Pelo contrário, é uma via luminosa.

 Estou falando da caminhada do nosso curso de filosofia.

A primeira estação foi o nascimento. E, como todo nascimento, trouxe dúvidas, incertezas, expectativas: será forte? será normal? com que peso irá nascer? A gestação demorada trazia muitas e justificáveis preocupações. Enfim, para a alegria de todos, nasceu:  1968

O nascimento foi muito comemorado por toda a Diocese. Agora, sim. Entre tantos projetos da jovem Diocese, nascia o Seminário de Filosofia de São Carlos. A mãe já não tinha que se preocupar com os filhos “fora de casa”. E “ o menino crescia em tamanho, sabedoria e graça”. As palavras que se referiam a Jesus poderiam, muito bem, serem  aplicadas ao Curso de Filosofia.

Com a chegada de Dom Paulo, em janeiro de 2007, o filho já estava grande e “desejava sair da barra da saia da mãe”. Até agora estava ali, pertinho, morando todos na mesma casa. Dom Paulo, reconhecendo que o filho já havia crescido deixou que o filho fosse “ estudar fora”. Deu-lhe um nome: Infista ( Instituto de Filosofia Santo Tomás de Aquino ) e uma “casa própria”, num prédio que pertencia à Diocese e que estava sendo usado pelos vicentinos.

Dom Paulo desejava que os seminaristas da Filosofia saíssem um pouco da “ barra da saia da mãe”. Aliás, era o que preconizava o Concílio Vaticano II: dois ambientes de formação. A moradia e a escola. Complementares, mas distintos.

A direção da casa esteve a cargo de vários reitores. A direção da escola estava confiada à senhora Diana Curi. Depois de alguns anos, Dom Paulo nomeou Diretor do Infista o Pe. Marcos Eduardo Coró e a professora Dina passou a ser Diretora Pedagógica. O Corpo Docente sempre enriquecido com professores especialistas, com licenciatura, mestrado e doutorado.

Mas, com toda a estrutura de uma Escola Superior, o Infista ainda não era reconhecido nos meios acadêmicos e seus diplomas não eram reconhecidos pelo Ministério da Educação. E Dom Paulo começou a trabalhar para o “reconhecimento oficial” do Infista. E o Bispo justificava a sua preocupação com a a caminhada dos alunos da Filosofia: os que prosseguiam os estudos na Teologia e os que, por razões vocacionais, deixavam o seminário. Não era justo, pensava Dom Paulo, que depois de três anos de estudos no Instituto, os alunos não tivessem direito a um diploma reconhecido oficialmente.

Terminada a Primeira Estação, era necessário passar à Segunda: o Reconhecimento.A primeira tentativa foi feita  diretamente com o Ministério da Educação. O caminho era longo e dispendioso. Mesmo assim,Dom Paulo não desistiu: continuou buscando caminhos novos e, pelas mãos da Providência Divina, aparece a possibilidade de o Infista ser assumido pelo Sistema Claretiano de Ensino. Com uma longa e exitosa caminhada, ocupando lugar de destaque nos exames do Ministério da Educação, a Rede Claretiano de Educação respondia às preocupações de Dom Paulo. Os primeiros contactos foram feitos, várias reuniões foram realizadas, as exigências cumpridas e o sonho realizado. Desnecessário dizer que os Claretianos  contam hoje com uma estrutura invejável, com vários “campus universitários” e com uma experiência referencial no campo do  Ensino à Distância”; experiência  que, à primeira vista pode parecer fácil mas que, na verdade, exige muito mais do aluno.

Fizemos uma visita ao “campus” de Batatais e ficamos muito bem impressionados com a estrutura montada pelos Claretianos.  O plural aqui empregado, fizemos e ficamos, não é majestático. É real. Formamos uma “ comitiva” representando a Diocese e fomos conhecer “ in loco” a “ educação à distância” dos Claretianos. Fizeram parte da “comitiva”, além de Dom Paulo, o Reitor da Filosofia, Pe. José Luis Beltrame; o Chanceler do Bispado, Pe. Eduardo Malaspina; o  Coordenador Diocesano de Pastoral,: Pe. Márcio Gaido; o professor: Pe. Márcio Coelho; aquele que intermediou os contactos com os Claretianos: o Diretor do Objetivo de Ibaté, professor Caromano; o Secretário do Infista: Tadeu Germano e o jovem Caio, representando os seminaristas. Infelizmente não puderam comparecer o Diretor do Infista, Pe. Marcos Eduardo Coró ( em viagem à Terra Santa) e o Vigário Geral da Diocese, Pe. Marcos Antonio Ghidelli.

Dom Paulo, representando a Diocese e o Pe. Sérgio, Diretor dos Claretianos, assinaram o Contrato mediante o qual os Claretianos assumem o Infista. São Carlos, neste memorável dia 13 de maio, dia de Nossa Senhora de Fátima, passa a ser a 13ª. diocese brasileira a participar da Rede de Educação à Distância sob a direção e orientação das Faculdades Claretianas. Vale ressaltar que o Sistema Claretiano conta hoje com, aproximadamente, vinte mil alunos, nos diversos cursos.

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