Mês da Bíblia: Igreja no Brasil celebra a Palavra de Deus

Da redação | Foto: Pixabay Com o início do mês de setembro, a Igreja no Brasil começa um período dedicado

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    Com o início do mês de setembro, a Igreja no Brasil começa um período dedicado à Palavra de Deus. Popularmente conhecido como “Mês da Bíblia”, setembro foi escolhido porque é quando se comemora a memória litúrgica de São Jerônimo, no dia 30. O santo foi quem traduziu os textos sagrados do hebraico e do grego para o latim.

    Este ano, o livro bíblico escolhido pela Conferência Nacional dos Bispos (CNBB) para aprofundamento é a Carta aos Efésios, com a inspiração: “Vestir-se da nova humanidade! (cf. Ef 4,24)”. Em seu Texto-Base para 2023, a CNBB buscou explorar o sentido da unidade do Corpo de Cristo, exortando os católicos a viverem como filhos e filhas reconciliados com Deus, assumindo no cotidiano a vida nova experimentada no Batismo – individualmente e em comunidade.

    Em maio a Conferência promoveu um seminário para animadores do mês da Bíblia e, em julho, ofereceu às comunidades não só o Texto-Base, como também um roteiro para quatro encontros. Eles terão como tema para reflexão, respectivamente: “Conhecer o amor de Cristo” (Ef 3, 14-21), “A unidade da Igreja” (Ef 4, 1-16), “Procedei como filhos da luz” (Ef 5, 6-20) e “Honra teu pai e tua mãe”  (Ef 6, 1-9). A celebração de encerramento deve retomar o trecho da Carta aos Efésios que é tema do Mês da Bíblia 2023.

    Iniciativa do Papa

    Em 2019, no dia dedicado a São Jerônimo, a Santa Sé publicou a Carta Apostólica “Aperuit illis”, do Papa Francisco, na forma de Motu Proprio, que instituiu o Domingo da Palavra de Deus – uma ação universal da Igreja para celebrar, refletir e divulgar a Palavra de Deus.

    Sobre o título do documento, que faz referência ao trecho do livro bíblico de São Lucas: “Abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras” (Lc 24, 45), o Santo Padre afirmou: “Trata-se de um dos últimos gestos realizados pelo Senhor ressuscitado, antes da sua Ascensão. Encontrando-se os discípulos reunidos, Jesus aparece-lhes, parte o pão com eles e abre-lhes o entendimento à compreensão das Sagradas Escrituras“.

    O Domingo da Palavra de Deus é celebrado em janeiro, no Vaticano. No Brasil, com autorização da Santa Sé, a celebração tem ênfase no último domingo de setembro – há 50 anos estabelecido como o Dia da Bíblia.

    Reflexões de Francisco sobre a bíblia

    Ao longo destes dez anos de pontificado, o Papa fez reflexões sobre o valor da bíblia na vida dos católicos. Ao celebrar pela primeira vez o Domingo da Palavra de Deus, em 2020, Francisco pediu aos fiéis para darem “espaço à Palavra de Deus”.

    “Vamos ler diariamente qualquer versículo da Bíblia. Começar pelo Evangelho: mantê-lo aberto no cômodo de casa, trazê-lo conosco no bolso, visualizá-lo no celular; deixemos que nos inspire todos os dias. Descobriremos que Deus está perto de nós, ilumina as nossas trevas, amorosamente impele para conduzir a nossa vida”, pontuou.

    Em abril de 2019, o Santo Padre ressaltou que a Palavra de Deus é viva, não morre, nem envelhece, mas permanece para sempre. “Está viva e dá vida. A Palavra, de fato, traz ao mundo o respiro de Deus, infunde no coração o calor do Senhor através do sopro do Espírito”, continuou.

    Na mesma ocasião, o Pontífice advertiu que a bíblia não é uma bela coletânea de livros sagrados a estudar, e sim a Palavra de vida a semear. Ela também é classificada por ele como a melhor vacina contra o fechamento e autopreservação da Igreja.

    “Bíblia e vida: vamos nos comprometer para que essas duas palavras se abracem, para que jamais uma fique sem a outra. Rezemos e trabalhemos para que a Bíblia não fique na biblioteca, mas corra pelas estradas do mundo. E faço votos para que vocês sejam bons portadores da Palavra”.

    Já no mês de outubro de 2018, o Santo Padre frisou a “preciosa singularidade” da Palavra de Deus que “comunica Jesus que é a vida”. Segundo ele, ela continua a ser hoje uma “Palavra viva e ativa” no meio da sociedade, tão capaz de “curar os corações feridos”, como no tempo de Cristo.

    “A Palavra de Deus tem realmente o poder de transformar a vida, porque ‘é viva e eficaz, e mais penetrante do que uma espada de dois gumes’, ‘apta para discernir os pensamentos e intenções do coração’”, disse.

     

    Texto: Julia Beck

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