Homilia de Dom Luiz por ocasião da ordenação presbiteral do Diác. Guilherme

Caríssimos irmãos e irmãs, reunimo-nos na Paróquia Sagrada Família para celebrar um dos momentos mais alegres de nossa Igreja Particular

Caríssimos irmãos e irmãs, reunimo-nos na Paróquia Sagrada Família para celebrar um dos momentos mais alegres de nossa Igreja Particular no ano em curso: a ordenação do Diác. Guilherme Durante ao presbiterato. Este evento ultrapassa nossas fronteiras, pois padre é para o serviço de toda a Igreja.

Ele apresenta-se acompanhado de seus familiares, aos quais agradeço o apoio à sua vocação, assim como aos irmãos e irmãs que o viram crescer em estatura, sabedoria e graça nesta comunidade de fé. E manifesto igualmente minha gratidão ao pároco Padre Fred pela dedicação à preparação desta bela celebração, a qual presido na esperança de que seja frutífera para a missão paroquial e inspiração para novas vocações. Continuem a rezar nesse sentido.

Faço referência à comunidade, caros irmãos e irmãs, porque crescer em meio ao vosso testemunho, certamente, foi decisivo na trajetória de fé do Diác. Guilherme, motivando-o a proclamar de coração: “Bendito seja o nome de Deus para sempre” (cf. Sl 71,17), lema escolhido para o seu sacerdócio. Entre vocês, ele aprendeu concretamente que Deus existe e experimentou o amor divino do Altíssimo no Mistério Pascal de Jesus Cristo, “que dá a vida por seus amigos” (Jo 15,13).

Menciono a importância da família e da comunidade de fé porque o presbítero precisa estar enraizado no amor de Deus para atuar como verdadeiro pastor para os fiéis, conforme o coração Daquele que o chamou. Grande parte dos vocacionados encontra-se com esse amor primeiramente por essas vias. Recomendo que as famílias se inspirem na Sagrada Família para cumprirem essa missão.

O Evangelista João destaca o amor como a grande preocupação do discurso de despedida do Mestre, que enfatiza: “Permanecei no meu amor” (Jo 15,9). A permanência nesse amor é essencial para a fidelidade da Igreja ao Filho de Deus e à missão, motivo pelo qual Jesus acrescenta o mandamento: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,12). É preciso observar a insistência de Jesus Cristo na prática do amor fraterno para os seus seguidores: “Este é o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei” (idem).

E sabemos que Ele nos amou dando a sua vida inteiramente, sem reservas. São Paulo, na segunda leitura, diz: “Um só morreu por todos, a fim de que aqueles que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que morreu e ressuscitou por eles” (I Cor 5,14-15). Essa caridade inspirada por Cristo motiva a vivência diária do amor, central para a fé cristã e decisiva para o exercício do ministério sacerdotal.

Essas considerações sobre o amor são preponderantes para contextualizar o ministério presbiteral. Inclusive, os presbíteros que participaram do seu Encontro Nacional, realizado em Aparecida no decorrer desta semana, escreveram: “O ministério que recebemos é um ministério de amor que nos precede e nos ultrapassa. Configurados a Cristo, Cabeça e Pastor, somos chamados a tornar visível, na fragilidade de nossa humanidade, a ternura do Coração de Deus”. Diác. Guilherme, a eficácia do seu futuro ministério dependerá de manter-se enraizado no amor de Deus e doar-se sem reservas. São Paulo afirma nos Atos dos Apóstolos: “Não considero minha vida preciosa para mim mesmo (…) preocupei-me unicamente em dar testemunho do Evangelho da graça de Deus” (At 20,24). Diác. Guilherme, dedique-se plenamente ao projeto ministerial que deverá ser consolidado a partir de agora em sua vida.

Ressalto ainda a importância da caridade pastoral apresentada na mesma missiva: “Nossa vida encontra sua unidade na caridade pastoral, que nos faz dom total para o povo de Deus”, citando a Presbyterorum Ordinis. Essa entrega cotidiana, por vezes silenciosa e exigente, ofertada a Cristo e à sua Igreja por meio da oração, da obediência e do celibato, produz muitos frutos, confundindo e suscitando interrogações no mundo.

As reflexões do encontro dos presbíteros foram realizadas “à luz do contexto digital”, onde há ampla circulação de comunicação em redes, e recomenda-se cautela aos presbíteros quanto ao uso das mesmas. Incentiva-se os mesmos a viverem em rede, sobretudo no Presbitério, entendido não como “uma estrutura funcional, mas uma realidade sacramental” do mandamento novo do Senhor, isto é: “Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei” (Jo 15,12).

A inserção no Presbitério da Diocese resguarda o presbítero de isolar-se numa diocese ou de impor preferências pessoais em detrimento da unidade diocesana. O Presbitério salva dessa possibilidade, na medida em que se constitui em espaço de comunhão, sinodalidade, apoio e acolhida mútuos, tarefa a ser compartilhada entre o bispo e os sacerdotes. Diác. Guilherme, ao integrar-se ao Presbitério da Diocese de São Carlos, busque fortalecer sua identidade ministerial como pastor do povo santo de Deus.

Por fim, recorro à Mãe Aparecida por você, Diácono, com súplicas pela sua fidelidade e realização pessoal no presbiterado, assim como ao nosso Padroeiro, São Carlos Borromeu, exemplo de zeloso pastor do rebanho que lhe foi confiado.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dom Luiz Carlos Dias

Bispo Diocesano

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