No Domingo de Ramos, católicos participam da Coleta Nacional da Solidariedade

(Fernando Geronazzo – O São Paulo) No final de semana do Domin­go de Ramos, dias 12 e 13 de abril,

(Fernando Geronazzo – O São Paulo)

No final de semana do Domin­go de Ramos, dias 12 e 13 de abril, os católicos de todo o Brasil são convidados a participar da Coleta Nacional da Solidariedade. Essa iniciativa representa o gesto con­creto da Campanha da Fraternida­de, que, em 2025, tem como tema “Fraternidade e Ecologia Integral”.

A coleta tem um propósito claro: transformar a solidarieda­de em ações concretas em prol dos mais necessitados. Do total arrecadado, 60% permanecem na diocese local, compondo o Fun­do Diocesano de Solidariedade (FDS), enquanto 40% são desti­nados ao Fundo Nacional de So­lidariedade (FNS), administrado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ambos os fundos têm o compromisso de financiar projetos que buscam erradicar situações de vulnera­bilidade e fomentar o desenvol­vimento econômico e social das comunidades.

Criado em 1998, durante a 36ª Assembleia Geral da Conferên­cia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o FNS é gerido por um conselho gestor e pelo Departa­mento Social da CNBB, enquanto o FDS é administrado diretamen­te pelas dioceses. Essas estruturas garantem que os recursos sejam aplicados em projetos que, muitas vezes, não conseguem obter finan­ciamento tradicional, mas que ge­raram grandes benefícios para as popula­ções em situação de risco social.

O Cardeal Jaime Spengler, Arcebis­po de Porto Alegre (RS) e Presidente da CNBB, destaca que a coleta é uma ma­nifestação concreta da fé cristã: “O povo brasileiro é generoso e acredita naquilo que o Evangelho nos pede: cuidar e pro­mover a vida, afinal somos todos irmãos”.

COMO FUNCIONA?

A CNBB, responsável pela Campa­nha da Fraternidade e pela Coleta Na­cional da Solidariedade, também admi­nistra os recursos do FNS. O processo de recebimento, análise e acompanhamento dos projetos é conduzido pelo Departa­mento Social da CNBB em conjunto com o Conselho Gestor do FNS.

Desde 2018, o FNS disponibiliza um site em que é possível acompanhar e saber como anda a evolução da presta­ção de contas dos projetos, por meio do Portal da Transparência. O acesso pode ser feito pelo site: www.fns.cnbb.org.br. Nele, há uma relação completa dos pro­jetos aprovados.

A CNBB também presta contas ao Ministérios da Cidadania e Justiça, Mi­nistério Público e ao Conselho de Assis­tência Social (CAS).

Para pleitear recursos, as instituições interessadas devem se cadastrar no sis­tema disponível no site do FNS e pre­encher eletronicamente todos os dados solicitados. O projeto enviado passa por uma análise criteriosa e só será avaliado se possuir a carta de anuência do bispo diocesano e atender às normas estabele­cidas no edital do FNS, publicado após o encerramento do período da Campanha da Fraternidade de cada ano.

Podem participar desse processo qualquer (arqui)diocese, paróquia, co­munidade, pastoral, fundação, associa­ção ou organização não governamental com finalidade humanitária e social, ali­nhada aos valores da defesa da vida e dos princípios cristãos. As entidades também precisam estar regularmente inscritas no Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas (CNPJ) e com situação fiscal em dia.

Projetos apoiados em anos anteriores só podem concorrer novamente caso a prestação de contas dos recursos recebi­dos tenha sido aprovada. Do contrário, ficam impedidos de apresentar novas propostas por cinco anos.

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