Papa Francisco declara Santo Irineu Doutor da Igreja

Da Redação, com Boletim da Santa Sé e Vatican News A Santa Sé divulgou, nesta sexta-feira, 21, o decreto com

Da Redação, com Boletim da Santa Sé e Vatican News

A Santa Sé divulgou, nesta sexta-feira, 21, o decreto com o qual o Papa Francisco declara Santo Irineu Doutor da Igreja, com o título de Doctor unitatis. Ontem, ele recebeu o prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Marcello Semeraro, que propôs ao Santo Padre aceitar a votação da sessão plenária dos cardeais e bispos membros do Dicastério, sobre a atribuição do título ao bispo de Lyon do século II.

No decreto, Francisco destaca que Santo Irineu, do Oriente, exerceu seu ministério episcopal no Ocidente. O santo foi uma ponte espiritual e teológica entre os cristãos orientais e ocidentais, afirma.

“Seu nome, Irineu, exprime aquela paz que vem do Senhor e que reconcilia, reintegra na unidade. (…) Que a doutrina de tão grande Mestre possa encorajar sempre mais o caminho de todos os discípulos do Senhor rumo à plena comunhão”, escreve o Papa.

A vida de Santo Irineu

Santo Irineu nasceu na Ásia Menor, provavelmente em Esmirna, hoje Izmir na Turquia, entre 130 e 140 de uma família cristã de origem grega. Ainda jovem, conhece São Policarpo, bispo daquela cidade e discípulo de São João.

Por volta do ano 170, transferiu-se para a Gália (antiga França), para anunciar o Evangelho àquelas populações. Após a trágica morte na prisão de Dom Patinus, em 177, Irineu foi chamado para sucedê-lo à frente da cidade de Lyon e, a partir de então, dedicou-se totalmente ao ministério pastoral.

Sua atuação encerra em 202, quando foi martirizado durante o massacre de cristãos de Lyon sob o comando do imperador Lúcio Sétimo Severo. Irineu foi sepultado na Igreja de São João, que mais tarde foi chamada de Santo Irineu. Em 1562, seu túmulo foi destruído e seus restos mortais dispersos pelos huguenotes durante as guerras de religião.

Apóstolo junto aos povos celtas e germânicos, foi um defensor da doutrina. Santo Irineu de Lyon enfrentou a heresia representada pelo nascente gnosticismo no âmbito cristão e a disseminação entre os pagãos da filosofia do neoplatonismo, que apresentava algumas afinidades com o cristianismo, abrindo-se ao diálogo e acolhendo dela alguns princípios.

Santo Irineu pode ser considerado o primeiro grande teólogo da Igreja. No centro de sua reflexão está a “Regra de fé” e sua transmissão, ou seja, a questão da Tradição apostólica.

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