56ªAssembleia da CNBB vai aprofundar o caminho de formação dos padres brasileiros

Por Sidney Prado – Assessoria de Comunicação da Diocese de São Carlos | Foto: Arquivo Dom Paulo Cezar Costa, nosso

Por Sidney Prado – Assessoria de Comunicação da Diocese de São Carlos | Foto: Arquivo

Dom Paulo Cezar Costa, nosso Bispo Diocesano, juntamente com o Monsenhor Eduardo Malaspina, Bispo Eleito Auxiliar para nossa Diocese, participam, junto aos demais Bispos Católicos do Brasil, da 56ª Assembleia Geral dos Bispos, que terá como tema:“Diretrizes para a Formação de Presbíteros”. O encontro tem início nesta quarta- feira (11) e vai até o dia 20 de abril, do ano corrente.

De acordo com o Bispo Auxiliar de Brasília (DF) e Secretário-Geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner, que será substituído nos trabalhos da Assembleia Geral deste ano por um secretário ad hoc, o objetivo dos bispos será o de atualizar as diretrizes em vigor, aprovadas em 2010, por ocasião da 48ª Assembleia Geral da CNBB. “Essa atualização é motivada especialmente pelo magistério do Papa Francisco e pela publicação pela Congregação para o Clero do documento, ‘O dom da vocação presbiteral’, que constitui a chamada Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis”.

O encontro vai tratar ainda de outras temáticas e de problemas emergentes da vida das pessoas e da sociedade sempre na perspectiva da evangelização. A abertura oficial da 56ª Assembleia Geral acontecerá no dia 11 de abril, às 9h15 às 10h (aberta à imprensa), no Centro de Eventos padre Vítor Coelho de Almeida, no Santuário Nacional, onde acontece a maior parte dos trabalhos dos bispos. Os trabalhos dos bispos durante a assembleia começam com a missa diária no Santuário Nacional com laudes, sessões pela manhã e à tarde; no final de semana acontece o retiro dos bispos.

SOBRE O TEMA CENTRAL – Antes de o texto sobre a formação presbiteral ir à plenária para votação do episcopado brasileiro passou por um longo processo. Um grupo formado por bispos e peritos se reuniu diversas vezes na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília-DF, para consolidar o texto enviado aos bispos antes da assembleia. Os pastores enviaram suas últimas sugestões a uma equipe de síntese cujo papel foi fazer a sistematização final do texto que será apresentado à plenária no encontro anual dos bispos.

A Ratio Fundamentalis Instituitionis Sacerdotalis é um dos documentos considerados pela equipe que dá pistas para a formação de seminaristas e do clero da Igreja. O último texto publicado no dia 8 de dezembro de 2016, atualiza as orientações de 1985 e explicita às Igrejas locais como realizar a formação dos futuros presbíteros e a necessidade de formação permanente. O destaque deste documento é que o futuro padre deve ser acompanhado na totalidade das quatro dimensões que interagem simultaneamente no processo formativo e na vida dos ministros ordenados: humana, espiritual, intelectual e pastoral.

As atuais Diretrizes para a Formação Presbiteral foram aprovadas na 48ª Assembleia Geral da CNBB, em 2010, e já visavam enriquecer a formação espiritual, humana, intelectual e pastoral dos futuros sacerdotes “com novos impulsos vitais, consoantes com a índole peculiar de nosso tempo”.

Após a aprovação final pelo episcopado brasileiro em sua 56ª Assembleia Geral, em Aparecida (SP), o texto vai seguir para a Congregação para o Clero, do Vaticano, para ser referendado. Só então, o texto se tornará um documento da CNBB que vai orientar a formação de novos presbíteros no Brasil. Um conjunto de outros temas
fazem parte da programação da 56ª Assembleia Geral dos Bispos.

Segundo informações do Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris), organismo de pesquisa da Igreja no Brasil, existe, nas 277 dioceses brasileiras, centenas de seminários de formação e cerca de 6 mil seminaristas em processo de formação. No censo publicado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2010, pouco mais de 64% dos brasileiros se disseram católicos. Em sua pesquisa mais recente sobre o tema, o Datafolha aponta que a população brasileira católica caiu de 66% para 50% entre 2005 e 2016.

O clero cresceu. Em 2005, eram 9.410 paróquias e 17.976 padres no Brasil. A estimativa do Ceris (Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais) para 2018 é de 11.700 paróquias e 27.416 padres no Brasil. A estimativa do Ceris (Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais) para 2018 é de 11.700 paróquias e 27.416 padres.

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