Temas como Diálogo e Fake News na comunicação foram pauta da manhã no 10° Muticom

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Por Padre Robson Caramano

Abriu a manhã de trabalhos nesta sexta-feira, 18, o professor Ismar de Oliveira Soares abordando o tema: “O processo dialógico da comunicação” – levando os participantes do 10° Mutirão Brasileiro de Comunicação a serem promotores de uma educomunicação que valoriza as pessoas e as capacitam para se comunicarem de maneira autônoma no mundo.

Citando o Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil afirmou que “há algo novo no diretório, que não foi construído pelos bispos, mas pelo povo, pela Igreja como um todo ao longo dos anos.” – essa produção faz com que as pessoas se sintam contempladas no Documento 99 da CNBB, de igual forma o professor  expressou o desejo de que nossas pastorais e modos de comunicar pudessem ser produções de mídias realizadas por pessoas concretas. Visando, assim, uma comunicação elaborada nas bases.

Reforçou a importância do Mutirão de Comunicação afirmando que “cada cristão é um comunicador. É preciso reconhecer a importância de cada comunicador.”- enfatizou Prof. Ismar de Oliveira Soares.

A segunda conferência no 10° Muticom foi proferida pelo jornalista Ricardo Von Dorff  que refletiu o tema: “Educar através da informação – e o risco do fake news”.

O jornalista partilhou suas experiências e trouxe os perigos das notícias falsas que hoje, infelizmente, tem ganhado força e, às vezes, se destaca mais do que as notícias verdadeiras.

Ressaltou ainda a importância de conferir a veracidade das fontes antes de compartilhar as notícias que vemos e lemos. Ricardo destacou uma pesquisa que traz algo relevante para os meios de comunicação. Uma pesquisa realizada por estudantes da USP traçou, aproximadamente, as características dos perfis e plataformas (sites) falsos.
Sendo algumas delas:

1) Os sites são registrados com “.com” ou “.org” sem o “br”
2) No site não encontramos o corpo editorial;
3) Os textos são cheios de opiniões;
4) Publicam novas notícias a cada momento e a toda hora;
5) Nos textos não se encontra a assinatura de um jornalista ou autor.

“Após esta manhã de reflexão podemos pensar neste desafio de sermos, enquanto comunicadores, anunciadores da verdade”- afirmou um dos participantes do evento.

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