Tem início a tradicional festa social da Paróquia Sagrada Família

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Num clima familiar "Caipiral" chega a sua vigésima primeira edição - foto: Pascom Sagrada Família

José Carlos acordou bem cedo ontem. Nem o frio e nem a chuva que banhava Araraquara desanimaram este jardineiro, de 55 anos, de sair de casa logo pela manhã e enfrentar uma jornada de trabalhos voluntários.

Assim como ele, mais de 30 pessoas são responsáveis para dar forma à 21ª edição do Caipiral, da Paróquia Sagrada Família, no Jardim Imperador. E trabalho é o que não falta: da preparação dos quitutes da festa à decoração.

O jardineiro, que frequenta todas as missas de domingo, aproveitou o dia de folga para ajudar na decoração do evento. Com ele ficou a responsabilidade de pendurar fitas, bandeirinhas e balões.
“Precisamos terminar tudo hoje [ontem], porque amanhã a festa começa e tudo tem que estar pronto”, diz José Carlos.

A festa, que começa neste dia 8 e segue até o dia 26, com programação sempre após a missa das 19h, deve reunir 6 mil pessoas diariamente e, para atender tanta gente, é preciso muito trabalho.
Neuza Maria dos Santos, 60, é voluntária da Paróquia há dez anos. É dela o tempero do cardápio da festa e o comando da cozinha. O trabalho da aposentada começou bem adiantado: há um mês os preparativos já estavam a todo vapor.

“Tudo o que tem para fazer, eu vou fazendo. Serviço é serviço”, afirma a cozinheira.
Dona Neusa divide a cozinha com outra voluntária, Elizabete de Jesus de Oliveira, 74. Betinha, como é chamada pela comunidade, se dedica ao trabalho sempre depois da missa da manhã, um hábito de que não abre mão.

“Primeiro Deus e depois eu venho para cozinha. Deus é minha fortaleza”, explica Betinha.
O frango à passarinho, um dos pratos mais pedidos da festa, que será servido a partir de hoje, é resultado de um trabalho que começou ontem, às 8h.
“Cortamos o frango em pedaços, limpamos e, em seguida, temperamos. Só depois ele vai para a panela ser pré-cozido”, conta Betinha.

Para Samir Silva, pároco da comunidade, o voluntariado é essencial para o sucesso da festa.
“A festa mostra o envolvimento da paróquia. Hoje, são 30 voluntários, mas, durante a festa, são quase 200. Sem eles, o Caipiral não se realizaria. É por meio do serviço de cada um deles que a festa acontece”, afirma o pároco.

O trabalho é tanto que até mesmo homens da Prefeitura têm trabalho garantido. Com eles ficaram a função da parte elétrica e iluminação da festa. (colaborou Milton Filho)

Renda para a construção do centro comunitário – Assim como é feito todo ano, a renda do Caipiral já tem destino certo. Na edição 2015, todo o dinheiro será revertido para a construção do Centro Comunitário ‘Papa João Paulo II’, avaliado em R$ 1,2 mi.

Como a quantia é alta, a expectativa de público também. São esperadas mais de 6 mil pessoas por dia. Para acomodar tanta gente e afastar a chuva dos ‘festeiros’, foram instaladas 14 tendas.

“O espaço está ficando pequeno para o tamanho do público. Precisamos repensar o que faremos. Por mais que tentemos atender todo mundo, cada ano é mais complicado”, conta o pároco Samir Silva.

Além da Sagrada Família, outras duas igrejas estão tendo festas este mês. A festa de São Bento, segue até o dia 11, sempre às 19h. A de São José será realizada entre os dias 10 e 19 de julho, às 20h.

Fonte: Jornal Tribuna Impressa 

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