Jesus chama à conversão, recorda Papa em homilia

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Por Sidney Prado – Assessoria de Comunicação da Diocese de São Carlos

Com informações e foto da Rádio Vaticano

“Jesus nos chama a mudar de vida, a mudar de rumo, nos chama à conversão”, disse o Papa Francisco na Missa desta quinta-feira, 26, na Casa Santa Marta. O Santo Padre destacou que, para isso, é preciso lutar contra o mal, inclusive no coração, uma luta que não traz tranquilidade, mas paz.

A homilia foi inspirada no Evangelho do dia, que fala sobre o “fogo” que Jesus lança sobre a terra, um fogo que requer transformação. “Mudar o modo de pensar, mudar o modo de sentir. O seu coração que era mundano, pagão, agora se torna cristão com a força de Cristo: mudar, esta é a conversão. E mudar no modo de agir: as suas obras devem mudar”.

Esta conversão, explicou Francisco, envolve tudo, corpo e alma, não é uma transformação que se faz com a maquiagem, mas que o Espírito Santo faz, dentro da pessoa. “E eu devo ajudar para que o Espírito Santo possa agir e isso significa luta, lutar!”.

O Papa destacou que não existem cristãos tranquilos, que não lutam; a tranquilidade para dormir pode ser encontrada inclusive numa pastilha, disse, mas não existem pastilhas para a paz interior. Somente o Espírito Santo pode dar a paz da alma que dá fortaleza aos cristãos, enfatizou Francisco.

“E nós devemos ajudar o Espirito Santo” – exortou o Papa – “abrindo espaço no nosso coração. E nisto, muito nos ajuda o exame de consciência, de todos os dias”, para “lutar contra as doenças do Espírito, aquelas que semeiam o inimigo e que são as doenças da mundanidade”.

Francisco lembrou que a luta que Jesus travou contra o diabo, contra o mal, não é algo antigo, mas moderno, algo de todos os dias, porque o fogo que Jesus veio trazer está no coração. E é preciso deixá-lo entrar.

“As dificuldades na nossa vida não se resolvem aguando a verdade. A verdade é esta, Jesus trouxe fogo e luta, o que eu faço?”, disse. Para a conversão, concluiu Francisco, é preciso “um coração generoso e fiel”: “generosidade, que sempre vem do amor, e fidelidade, fidelidade à Palavra de Deus”.

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