Em Itápolis, Região Pastoral 9 estuda Documento 100 da CNBB

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Paroquianos e agendes de pastorais das Paróquias da Região Pastoral IX da Diocese de São Carlos (Itápolis, Ibitinga, Borborema, Tabatinga e Nova Europa) se reuniram no Salão Paroquial da Paróquia Santo Antônio e São Vicente de Paulo de Itápolis para o estudo do Documento 100 da CNBB “Comunidade de comunidades: uma nova Paróquia”.

O estudo foi assessorado pelo Pe. Nilson de Paula Francisco e contou também com demais padres da região, Pe. Moacir Ap. de Freitas (Ibitinga), Pe. José Roberto Agostinho (Ibitinga), Côn. Ednyr Antonio B. Roveri (Itápolis), Pe. Leonardo Nantes Jacomino (Itápolis), Pe. Pedro de Celso Gardini (Borborema) e Pe. Geraldo Francisco da Silva (Tabatinga).

Nos capítulos 1 e 6 que tratam, respectivamente, das temáticas “Sinais dos tempos e conversão pastoral” e “Proposições pastorais”, Pe. Nilson tomou como ponto de partida para sua abordagem as palavras do Papa Francisco que, em sua primeira Exortação Apostólica “A Alegria do Evangelho”, diz: “não é uma estrutura caduca, precisamente porque possui uma grande plasticidade, pode assumir formas muito diferentes que requerem a docilidade e a criatividade missionária de pastoral e da comunidade”. Ao fazer eco às colocações do Sumo Pontífice, o presbítero considera que cresce o desafio de renovar a paróquia em vista de sua missão. Caso contrário, corre-se o risco de ficar numa zona de conforto, com paróquias voltadas apenas ao atendimento sacramental e devocional, e restritas à instrução da fé como se fosse uma prestadora de serviços”, relatou.

Para Pe. Nilson, na fé cristã não há lugar para o surgimento de grupos fechados, que se articulam pelas redes sociais e pregam ideais de fundamentalismo religioso, são contra argumentos dos párocos e do bispo diocesano, ou mesmo para algumas capelas que vivem em função de festas, almoços e bailes, e não se esforçam em iniciativas missionárias e acabam virando um clube social. “O Documento de Aparecida propõe abandonar as ultrapassadas estruturas, o que nos levou a um ativismo estéril, e o Documento 100 comunga nessa mesma direção”, afirmou o padre acrescentando que o anúncio de Jesus Cristo pede essa nova linguagem e postura, com uma cultura da proximidade, como retrata o Papa Francisco na Evangelii Gaudium.

Entre as pistas de ação enfatizadas estão acolhida e vida fraterna, iniciação à vida cristã (preparação para os sacramentos), leitura orante da palavra, liturgia e espiritualidade − incluindo o funcionamento da paróquia, seus conselhos, organização e manutenção −, valorização e incentivo da participação do laicato e dos ministérios leigos. Por último, Pe. Nilson fez um apelo para um estudo aprofundado das propostas práticas para conversão da paróquia em cada uma das paróquia com a ajuda dos padres, para que todos tenham mais noção das propostas que o documento quer levar a toda a Igreja no Brasil.

Fonte: Pastoral da Comunicação - Paróquia São Sebastião de Borborema

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