Dom Vilson Basso: “Nós sabemos que a juventude é o presente e o futuro de nossa Igreja”

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Por CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

Dom Vilson Basso é dehoniano da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus e, desde 2010, atuava como bispo de Caxias, no Maranhão. O atual presidente da Comissão para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi transferido pelo papa Francisco para a diocese de Imperatriz, no Maranhão, onde tomou posse no dia 10 de junho.

Carismático e atencioso, dom Vilson desperta o interesse da juventude por onde passa, não é à toa que desenvolve e coordena trabalhos voltados a diversas expressões juvenis, um dos exemplos é a Semana Missionária Nacional, que acontece entre os dias 22 e 28 de julho, nas dioceses banhadas pelo Rio Paraíba do Sul e o Projeto Rota 300, cujo encerramento se dará no dia 29 de julho, no Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida (SP). “Nós sabemos que a juventude é o presente e o futuro de nossa igreja”, afirma.

O bispo concedeu entrevista exclusiva à equipe de assessoria de imprensa da CNBB, via whatsapp, na quinta-feira, 20 de julho, às vésperas do início da Semana Missionária Nacional.

Está chegando a hora de celebrar, nacionalmente, a Semana Missionária 2017. Qual é a importância desse evento para a juventude?

A Semana Missionária Nacional é o coroamento do Projeto Rota 300 que começou em dezembro de 2013 e que se uniu também as celebrações dos 300 anos da ‘Mãe Aparecida’, com enfoque juvenil. A ‘Mãe Aparecida’ está andando pelo Brasil em muitos lugares levada de fato pela juventude e essa Semana Missionária Nacional nas dioceses banhadas pelo Rio Paraíba do Sul, onde a ‘Mãe Aparecida’ foi encontrada tem esse sentido de coroar esses três anos de evangelização da juventude no Brasil, dando esse toque ‘mariano’ à mãe que nos acompanha a seguir seu filho, e anunciá-lo a tantas pessoas, especialmente à juventude.

O que a Semana Missionária pretende despertar nos jovens que estão participando?

Queremos que ela confirme a caminhada missionária que vem de Jesus e de pregar o Evangelho que vem do papa Francisco e que quer uma Igreja permanente em estado de missão. Nós sabemos que a juventude é o presente e o futuro de nossa igreja e o papa pede que ela seja em saída para anunciar e para ‘misericordiar’, para acolher, para ir ao encontro dos pobres, dos pequenos, dos desprotegidos de nossa sociedade. Nós queremos despertar no coração da juventude esse ímpeto missionário de ir, mas ir ao encontro, ir especialmente ao encontro dos pequenos, dos pobres, dos jovens e marginalizados.

Qual o balanço que faz do Projeto Rota 300?

O balanço que nós fazemos desse ‘Rota 300’ é que ele atingiu muitos de seus objetivos. O primeiro deles é a ‘missionariedade’, pipocam pelo Brasil semanas missionárias, semanas juvenis (…). Podemos destacar a questão missionária, a questão da formação de assessores e lideranças jovens, aconteceram muitos cursos e abrimos a possibilidade dos cursos online para que os jovens possam exercer melhor o ministério da coordenação dos grupos e comunidades, e o trabalho conjunto das diferentes expressões juvenis, que é uma realidade funcionando no Brasil. Também o setor diocesano da juventude funcionando em muitas dioceses e, por fim, esse lado ecológico com a ‘Mãe Aparecida’, encontrada nas águas do Rio Paraíba do Sul, propiciando, favorecendo e estimulando junto com o papa Francisco e a Laudato Si, o cuidado da Casa Comum, a preservação de rios, mananciais, o cuidado de nosso planeta.

Qual o próximo passo da Comissão para a Juventude após a Semana? E como se dará o acompanhamento da juventude após essa atividade?

O próximo passo acontecerá a partir de setembro, 7 a 9 de setembro, teremos o segundo encontro de revitalização da Pastoral Juvenil de nosso país que acontecerá em Brasília, e aí confirmaremos essa caminhada missionária, essa caminhada de informação e esse trabalho conjunto e queremos a partir do Sínodo dos Bispos, a juventude, a fé e o discernimento vocacional encontrar novas pistas, novos caminhos, novas possibilidades na evangelização da juventude de nosso país.

Uma palavra final?

Deus seja louvado pela caminhada que estamos fazendo e que o espírito de Deus nos inspire a continuarmos cuidando como bons pastores, boas pastoras da juventude de nosso país.

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