80 anos da morte do primeiro Bispo da Diocese de São Carlos

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Por Sidney Prado – Assessoria de Comunicação da Diocese de São Carlos

Com informações da PASCOM da Capela Santo Antônio de Gurapuã

A Pastoral da Comunicação da Capela  de Santo Antônio, no distrito de Guarapuã , comunidade pertencente  a Paróquia Divino Espírito Santo localizada  na cidade de Dois Córregos , fez memória no último dia 15 de outubro dos 80 anos da morte do primeiro Bispo da Diocese de São Carlos.

Confira na íntegra o texto:

Há 80 anos, morria em São Paulo Capital, D. José Marcondes Homem de Mello, primeiro Bispo da Diocese de São Carlos

Em 15 de outubro de 1937, data que homenageia os professores, às 4:30 da manhã, com 77 anos, enfraquecido pelo trabalho árduo e pela doença, falecia em São Paulo, Capital, na casa de sua irmã, na rua Albuquerque Lins, o primeiro Arcebispo de Belém do Pará e primeiro Bispo da Diocese de São Carlos.

“Os dias do valente soldado de Cristo e de sua Igreja terminavam nesta terra, para receber o prêmio de suas virtudes e dos seus zelosos e apostólicos serviços sacerdotais e apostólicos”- Livro Tombo nº. 1 – Página 62 – da Paróquia de Santo Antônio de Pádua – Itirapina.

O ‘mestre’ como foi chamado pelo primeiro Arcebispo Metropolitano de São Paulo, D. Duarte Leopoldo e Silva, em discurso proferido por ocasião de Jubileu de Prata Episcopal de D. José Marcondes, e que sempre será lembrado pela dedicação com que incentivou a criação de escolas e a educação, não poderia ter deixado esta terra em outra data. Partir num 15 de outubro, dia do Professor, foi-lhe a justa homenagem feita pelo céu.

O dia do Professor é comemorado em 15 de outubro porque é a data que foi enterrada a grande mística e doutora da Igreja, Santa Tereza d’Avila (em 1582). Tereza foi reformadora do Carmelo na Espanha, no século XVI e é a padroeira de todos os professores do mundo. Ela também possui uma curiosidade: no ano que ela faleceu, o Papa Gregorio XVIII tinha decretado uma supressão de 10 dias no calendário juliano para ajustá-lo, já que tinha problemas, passando a chama-lo de calendário gregoriano (que usamos até hoje).

Ao dia 4 de outubro, o Papa tinha decretado que se seguiria o dia 15 de outubro (suprimindo os dias de 5 a 14 daquele mês). Tereza foi enterrada no dia 15. E como 4 de outubro já pertencia ao grande São Francisco de Assis, o Papa ao canoniza-la, decretou que sua data seria o dia 15. O Papa Paulo VI a proclamou DOUTORA DA IGREJA, um título de grande honra dado a pouquíssimas pessoas, por sua grande inteligência e sagacidade e por isso mesmo, ela seria a padroeira dos professores do mundo.

Partir ao céu tendo como acolhida a grande Tereza de Jesus (ou Tereza d’Avila) é um fato de honra para qualquer um e uma homenagem justa do céu a quem – nos alvores da Diocese – se esmerou por aumentar o nível intelectual de todos e a implantar uma igreja com raízes em gente esclarecida e solidária.

(Este texto faz parte do livro que está sendo escrito sobre a criação da Diocese de São Carlos e seu primeiro Bispo – autores Padre Paulo Dalla Dea, Padre José Donizeti de Oliveira e Jornalista Ignez Lobo)

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